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CRÔNICA DE UMA TRAGÉDIA ABSURDA: O dia em que a negligência real copiou os desenhos animados — e o final foi o horror puro
Editorial Há tragédias que nos chocam pela fatalidade. Outras nos esbofeteiam pela bizarrice, pela incoerência e por um tom sinistro que desafia qualquer lógica humana. O que aconteceu na manhã do último sábado (13), na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis (SP), não foi apenas um acidente de percurso em um esporte radical. Foi o retrato vivo, escrachado e assustador do ponto sem fim a que chegamos enquanto indivíduos e sociedade. A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de apenas 21 anos, carrega um roteiro que mais parece saído de um desenho animado de humor negro. Mas, diferentemente dos cartoons , onde o personagem cai do penhasco, levanta-se, sacode a poeira e exibe um galo na cabeça, na vida real o final não tem absolutamente nenhuma graça. Muito pelo contrário: é um desfecho horroroso, feio e brutal, tão devastador quanto a própria cena que o originou. O erro indignante e a irresponsabilidade infantilesca Como é possível? Como aceitar que "i...