Até onde vai a insanidade?
Chegamos a um ponto em que o fanatismo identitário já não conhece limites. Agora querem que a OMS, braço da já combalida e desmoralizada ONU, em meio a um mundo à beira de uma terceira guerra, reconheça o feminicídio como… doença. Sim, uma doença, catalogada na CID — a Classificação Internacional de Doenças. É de cair o queixo. Especialistas já dizem que é praticamente impossível, e se ainda restar um mínimo de razão, não só não será admitido como deveria ser repelido com veemência. Doença é coisa séria, e transformar crime em patologia só porque convém a uma causa é grotesco.
A distorção do conceito
Essa proposta não apenas banaliza a ciência, como reforça discursos que questionam a própria existência do feminicídio como categoria. Afinal, homicídio é homicídio. Violência é violência. Separar por gênero já é discutível. E as medidas tomadas nos últimos anos para combater o chamado feminicídio ultrapassaram limites perigosos: denúncias aceitas como verdades absolutas, homens afastados de suas casas sem julgamento, reputações destruídas por acusações frágeis. Isso viola direitos humanos elementares e abre espaço para abusos.
O silêncio sobre outras vítimas
Enquanto isso, pouco se fala da violência contra homens, contra gays, contra idosos e até de mulheres contra outras mulheres. Há inúmeros casos de homens espancados, humilhados, condenados sem defesa. Famílias inteiras destruídas por fofocas transformadas em denúncias. Mas esses números não entram na narrativa oficial. O sofrimento masculino é invisível, porque não rende manchete nem militância.
A lógica invertida
E agora querem empurrar a insanidade ainda mais longe: considerar “doença” agredir uma mulher. Como se não houvesse convivências problemáticas, conflitos familiares, doenças psiquiátricas diversas, ou até situações de legítima defesa. Nada disso justifica a violência, mas explica sua complexidade. Reduzir tudo a uma etiqueta ideológica é infantilizar o debate e ridicularizar a luta contra o crime.
O resultado
Se essa ideia prosperasse, o efeito seria devastador: criminosos tratados como pacientes, a justiça desmoralizada, a ciência ridicularizada. E, no fim, a violência contra mulheres continuaria crescendo — como já cresce. Porque slogans não resolvem problemas reais. O que resolve é lei aplicada com rigor, investigação séria, punição justa. Não fanatismo, não modismo, não insanidade.