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A captura do presidente venezuelano por forças dos Estados Unidos, enquanto o presidente dormia ao lado de sua esposa, representa um divisor de águas na história das relações internacionais contemporâneas — não apenas para a América do Sul, mas para todo o sistema global de soberania estatal. Trata-se de um evento sem precedentes formais na região e de uma gravidade institucional que transcende a figura de Maduro, seu regime autoritário ou a crise venezuelana em si. É possível — e necessário — afirmar que sim, Nicolás Maduro comanda um regime autoritário, ilegítimo, responsável por colapsar economicamente seu país e empurrar milhões de cidadãos à miséria e ao exílio; e, ainda assim, nada justifica a violação direta da soberania de um Estado por outro , muito menos por meio da captura física de seu chefe de governo em solo nacional. Quando os Estados Unidos decidem invadir a capital de um país sul-americano e retirar à força seu presidente, arrogam par...