A teoria do Biocentrismo, proposta pelo Dr. Robert Lanza (renomado cientista da área de células-tronco), é uma tentativa de colocar a biologia e a consciência como as bases fundamentais do universo, em vez da física clássica.
Lanza utiliza conceitos da mecânica quântica para argumentar que a morte não é um evento terminal, mas sim uma transição entre realidades.
Como a consciência "migra", segundo o Biocentrismo?
Para Lanza, o conceito de "morte" é um erro de percepção causado pela nossa educação e cultura. O mecanismo dessa "migração" ocorreria da seguinte forma:
1. A Natureza da Consciência (O "Eu" não é o corpo) Lanza argumenta que a consciência não é um subproduto do cérebro, mas algo que cria a percepção do mundo. No Biocentrismo, o cérebro funciona como um receptor de rádio, não como a antena transmissora. Quando o rádio (o corpo) quebra, o sinal (a consciência) continua existindo.
2. O Multiverso e a "Soma sobre Histórias" Lanza se apoia na máxima da física da soma de todas as probabilidades: na física quântica, todas as trajetórias possíveis para uma partícula ocorrem simultaneamente. Ele expande isso para a vida humana: existem infinitos universos onde todas as variações de uma vida acontecem. O Salto: No momento da morte clínica em um universo, a "corrente elétrica" da consciência não desaparece (devido à lei da conservação de energia), mas simplesmente continua a ser processada em outro ramo do multiverso.
3. A ausência de Tempo e Espaço Reais Para o Biocentrismo, tempo e espaço são apenas ferramentas da nossa mente para organizar informações. Se o tempo não existe como uma linha reta externa, então a morte não pode ser o "fim" de uma linha. A consciência apenas "muda de canal" ou se restabelece em um universo paralelo onde o corpo continua vivo ou onde uma nova experiência começa.
A Conexão com a Física Séria
É importante fazer uma distinção clara entre o Lanza cientista e a teoria do Biocentrismo:
Lanza é respeitado? Sim, ele é um dos maiores especialistas em medicina regenerativa do mundo.
O Biocentrismo é aceito? A comunidade da física teórica vê o Biocentrismo com muito ceticismo. Para a maioria dos físicos, Lanza faz um salto filosófico: ele usa comportamentos de partículas subatômicas para explicar o comportamento da mente humana, o que ainda não tem comprovação experimental.
Resumo do mecanismo de "Migração"
Morte: Uma ilusão criada pela consciência que se identifica com o corpo.
Destino: Um universo paralelo onde a vida continua de outra forma.
Energia: A energia da consciência (20 watts no cérebro) não morre, apenas se reloca.
Base Teórica: A interpretação de "Muitos Mundos" da mecânica quântica.
“A vida é uma aventura que transcende nossa forma linear comum de pensar. Quando morremos, não o fazemos em uma matriz de bolas de bilhar aleatória, mas em uma matriz de vida inescapável.” — Robert Lanza
Como ocorreria o deslocamento da consciência entre universos, segundo Lanza
Para entender o "como" na teoria de Robert Lanza, precisamos abandonar a ideia de que a consciência é uma "coisa" que viaja de um ponto A para um ponto B. No Biocentrismo, o deslocamento ocorre por meio de um conceito chamado Continuidade Quântica.
1. O fim do "Colapso da Função de Onda" Na física quântica, uma partícula existe em vários estados ao mesmo tempo (superposição) até que alguém a observe. Esse ato de observar "escolhe" uma realidade. Para Lanza: enquanto você está vivo, sua consciência mantém você "preso" a este universo específico. Na morte: quando as funções biológicas cessam, essa "observação" constante é interrompida. Sem a observação, você deixa de estar colapsado nesta realidade e retorna ao estado de superposição total.
2. A Consciência como Energia de Informação Lanza baseia-se na Primeira Lei da Termodinâmica: a energia não pode ser criada nem destruída, apenas transformada. O cérebro gera uma atividade elétrica de cerca de 20 watts. Ele questiona: "Para onde vai essa energia quando o corpo morre?". Argumenta que essa informação quântica não se dissipa no calor, mas "vaza" para outras realidades através do emaranhamento quântico.
3. O Efeito do "Túnel" entre Universos O deslocamento não seria uma viagem física, mas um reajuste de percepção. Imagine que a realidade é como uma televisão com infinitos canais. Você está sintonizado no "Canal Terra". No momento da morte, o aparelho (corpo) quebra. No entanto, a frequência (consciência) não pertence ao aparelho. Como tempo e espaço são apenas construções da mente, a consciência não precisa "viajar". Ela simplesmente se reconhece instantaneamente em outra estrutura biológica, em um universo paralelo.
4. A Analogia do Sonho Quando você sonha, seu cérebro cria um mundo inteiro com espaço, tempo e pessoas. Ao acordar, aquele universo "morre", mas sua consciência não desaparece. Para o Biocentrismo, a transição pós-morte é idêntica: um despertar em um novo "quadro de referência" dentro do multiverso.
Por que isso é controverso na Física?
Embora a explicação de Lanza seja poética, a maioria dos físicos aponta um problema técnico: a Decoerência. Objetos grandes e quentes (como o cérebro humano) perdem suas propriedades quânticas muito rápido. É difícil manter uma "consciência quântica" estável o suficiente para "saltar" entre universos sem se perder como ruído ou calor.
| Poster do livro mais recente de Lanza a respeito do Biocentrismo |
O Experimento da Dupla Fenda
O Experimento da Dupla Fenda é a "pedra angular" do Biocentrismo. Ele mostra que partículas se comportam como ondas até serem observadas. Para Lanza, isso prova que a realidade não existe de forma independente, mas é criada pela consciência.
O Experimento Clássico:
Como matéria (bolinhas): duas linhas na parede.
Como onda (água/luz): padrão de interferência.
Com elétrons: comportamento de onda até serem observados.
Interpretação de Lanza:
A realidade é um estado de probabilidade.
O observador cria o objeto.
Experimento da Dupla Fenda "Atrasado": a observação pode alterar até o passado.
Conclusão: tempo e espaço não são prisões externas, mas construções da mente. Assim, a morte perde seu sentido definitivo.
O Ponto Crítico
A maioria dos físicos concorda com os resultados do experimento, mas discorda da interpretação de Lanza. Para a física tradicional, o "observador" não precisa ser consciente; pode ser apenas um detector mecânico. Lanza rebate dizendo que o detector só existe porque um cientista o projetou e foi lá ler o resultado.
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Site Oficial: Robert Lanza
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