A disputa pelo Ártico
A recente retomada da ideia de anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos reacendeu tensões diplomáticas entre Washington, Dinamarca e União Europeia. A proposta, ventilada por Donald Trump em diferentes ocasiões, foi recebida com indignação tanto pelo governo dinamarquês quanto pela própria população groenlandesa, que reafirma sua identidade e autonomia.
Segundo reportagem da BBC, líderes locais rejeitam categoricamente qualquer possibilidade de “venda” da ilha, classificando a iniciativa como uma afronta ao direito internacional e à soberania. A União Europeia, por sua vez, considera a proposta americana um ataque direto à cooperação multilateral e discute medidas de retaliação econômica.
Bases militares e modelo cipriota
O jornal The New York Times, citado pela BBC, mencionou autoridades anônimas que sugerem uma alternativa: a cessão pela Dinamarca de pequenas áreas da Groenlândia para que os EUA construam bases militares. Esse modelo seria inspirado nas bases britânicas em Chipre, que permanecem sob soberania do Reino Unido desde a independência da ilha mediterrânea em 1960.
Ainda não está claro como esse arranjo poderia ser aplicado sem que Dinamarca e Groenlândia renunciem à sua soberania. Trump, por sua vez, justificou a necessidade de posse da ilha alegando a ameaça de navios russos e chineses na região — uma ameaça que, segundo Copenhague, simplesmente “não existe hoje”.
OTAN e segurança internacional
Os aliados da OTAN tentaram tranquilizar Washington, prometendo reforçar a segurança no Ártico. O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, declarou que esse acordo exigirá contribuição coletiva e que poderia ser implementado rapidamente, “até no início de 2026”. Já a ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, defendeu a criação de uma “Sentinela do Ártico”, semelhante à missão da OTAN no Báltico, para aumentar a vigilância naval na região.
A provocação brasileira
Diante desse cenário, surge a provocação: se os EUA podem reivindicar a Groenlândia, por que o Brasil não poderia reivindicar a Antártida? O Brasil é signatário do Tratado da Antártida, que proíbe novas reivindicações territoriais e a militarização da região. No entanto, o gesto americano abre um precedente perigoso: a lógica da força sobre o direito internacional.
Antártida: o tesouro escondido
Vale lembrar que a Antártida concentra 70% das reservas de água doce do planeta e 90% do gelo global, elementos essenciais para o equilíbrio climático. Além disso, o continente vizinho possui incalculáveis riquezas minerais e energéticas, incluindo petróleo, gás natural, carvão, ferro e metais preciosos como ouro e platina.
Estudos sugerem que as reservas de petróleo e gás natural podem superar as de muitas regiões do Oriente Médio. O subsolo antártico é ainda rico em carvão, minério de ferro, cobre, níquel, cromo, platina, chumbo, zinco e ouro — embora sua exploração seja proibida pelas leis internacionais e tecnicamente difícil.
As águas circundantes também guardam uma biodiversidade única, com destaque para o krill, crustáceo de enorme potencial alimentar, além de baleias, focas, pinguins e peixes como a merluza negra.
👉 Toda essa riqueza, se apropriada pelo Brasil, tornaria imediatamente a nação brasileira — que já é considerada uma potência econômica emergente — possivelmente a mais rica do planeta. E, por consequência, também a mais poderosa, capaz de redefinir o equilíbrio geopolítico mundial.
Comparação provocativa
| Caso | Situação atual | Implicações |
|---|---|---|
| EUA x Groenlândia | Proposta de compra rejeitada; alternativa de cessão parcial para bases militares | Crise diplomática, ameaça à OTAN, suspensão de acordos comerciais |
| Brasil x Antártida | Participação científica sob Tratado da Antártida | Hipotética apropriação abriria disputa global e colapso do regime internacional |
Conclusão
A disputa pela Groenlândia não é apenas uma questão bilateral entre EUA e Dinamarca. É um teste para o futuro da ordem mundial. Se Washington rasgar tratados e alianças, o Brasil e outros países poderiam se sentir legitimados a fazer o mesmo.
Provocação final: talvez o verdadeiro gelo a ser quebrado não esteja no Ártico, mas na confiança global nos tratados que sustentam a paz.
*Texto escrito com ajuda de IA
