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Os cinco filhos de ricos que mataram Orelha : Muita coisa tem que mudar

 

O crime

Orelha, conhecido e querido há mais de dez anos pelos moradores da Praia Brava, foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata. Testemunhas relataram que o animal foi espancado a pauladas por adolescentes, identificados pela Polícia Civil após análise de câmeras de segurança e depoimentos. A gravidade dos ferimentos levou à necessidade de eutanásia, encerrando de forma trágica a vida de um cão que simbolizava afeto e pertencimento comunitário.





A reação da comunidade

A morte de Orelha desencadeou uma onda de indignação. Protestos foram realizados em dois sábados consecutivos, reunindo moradores, ativistas e defensores dos animais. As manifestações exigiram punição exemplar e mudanças na legislação para que adolescentes que cometem crimes de tamanha brutalidade não sejam tratados com complacência. “Se eles têm tamanho de adultos para agredir, devem responder como adultos”, declarou uma manifestante durante ato na Praia Brava.

Mobilização política

O caso chegou ao Legislativo catarinense. Um deputado estadual propôs a construção de uma estátua em homenagem a Orelha, como forma de eternizar sua memória e reforçar a luta contra maus-tratos. A Delegacia de Proteção Animal conduz o inquérito, que ganhou força com o apoio popular e a pressão das redes sociais.

O peso da desigualdade

Moradores relatam que os adolescentes envolvidos pertencem a famílias de alto poder aquisitivo e estariam sendo protegidos. Um dos jovens, segundo relatos que circulam entre moradores e ativistas, chegou a ser enviado ao exterior — para um parque da Disney — após o avanço das investigações e a coleta de imagens, o que intensificou a sensação de tentativa de abafamento do caso.

A juíza responsável pelo caso da morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava em Florianópolis, declarou-se suspeita e deixou o processo.

A decisão foi tomada em 22 de janeiro, poucos dias após o crime que chocou a cidade. No despacho, a magistrada informou manter amizade íntima com familiares de um dos investigados, o que a impediu de seguir na condução do caso.

Com isso, o processo foi imediatamente redistribuído para outro juiz, que dará continuidade às investigações.



Observação: Toda a situação expõe uma série de distorções: o envolvimento da elite dominante catarinense, já marcada por uma imagem arranhada de extremismo, arrogância e preconceito, e a contradição de que, por serem menores de idade, os envolvidos não podem sequer ser identificados publicamente. Esse fator, embora previsto em lei, acaba contribuindo para a sensação de impunidade, reforçando a percepção de que privilégios sociais blindam os responsáveis.

 

Justiça e memória

A legislação brasileira prevê punição para maus-tratos contra animais, mas a aplicação efetiva da lei ainda é um desafio. Orelha, que era cuidado por pescadores e moradores locais, tornou-se símbolo da luta contra a violência e da necessidade de responsabilização. Sua morte não pode ser esquecida: é um chamado à sociedade para exigir justiça e garantir que crimes como este não se repitam.

  • Fontes:

  • G1 SC – Quatro adolescentes suspeitos de agredir cão comunitário

  • ND Mais – Morte de cão comunitário vira caso de polícia

  • NSC Total – Indignação após morte de Orelha

  • Floripa Mil Grau – Postagem sobre o caso

  • *Material produzido com ajuda de IA