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Orelha poderia ser clonado e a família dos garotos pagar o projeto?



O assassinato do cão comunitário Orelha em Florianópolis expõe não apenas a crueldade de jovens da elite local, mas também um sintoma de uma cultura digital sombria que pode estar enraizada em desafios criminosos da deep web. A tragédia reacende debates sobre violência juvenil, proteção animal e até mesmo sobre soluções científicas ousadas, como a clonagem, para restaurar a memória viva do animal.




Orelha: símbolo da comunidade e vítima da violência

  • Orelha era um cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, cuidado coletivamente por moradores durante cerca de dez anos .

  • Após desaparecer por dois dias, reapareceu gravemente ferido por agressões, descartando a hipótese de atropelamento. Diante do sofrimento, precisou ser sacrificado .

  • Sua morte gerou comoção social, manifestações e até propostas de homenagem, como a criação de uma estátua em sua memória .

  • O caso impulsionou a aprovação da Lei do Cão Comunitário em Santa Catarina, que garante proteção e cuidados estatais a animais sem tutor formal, mas ligados à comunidade .

A hipótese da deep web e os “desafios sinistros”

  • Embora as investigações oficiais apontem quatro adolescentes da elite como suspeitos, não podemos deixar de descartar que o ato possa estar ligado a desafios criminosos da deep web, onde circulam fóruns de violência e práticas macabras.

  • A deep web é conhecida por hospedar conteúdos ilegais e desafios perigosos, atraindo jovens desorientados ou em busca de notoriedade.

  • Orelha pode ter sido vítima de um ritual ou desafio coletivo, hipótese reforçada pelo aumento de casos semelhantes de cães mortos covardemente em outras regiões do país.

  • Cãozinho Caramelo escapou da morte 


  • As investigações da Polícia Civil de Santa Catarina apontam que os quatro adolescentes também tentaram afogar o cão Caramelo. O animal teria conseguido fugir e, após a divulgação do episódio, foi adotado pelo delegado-geral da instituição, Ulisses Gabriel. o que ajuda a reforçar a ideia do desafio da Deep Web.

  • Essa leitura amplia o debate: não se trata apenas de um crime local, mas de um fenômeno cultural e digital que precisa ser enfrentado com políticas públicas e educação digital.

Uma proposta ousada: a clonagem como reparação

  • A ciência já demonstrou que é possível clonar animais de estimação mortos. Institutos na Coreia do Sul oferecem esse serviço, com custos que podem ultrapassar R$ 324 mil .

  • Casos como o do cão Dylan, clonado no Instituto de Seul, mostram que a tecnologia é real, embora os clones possam ter vida mais curta e problemas de saúde.

  • A proposta ousada seria exigir que as famílias bilionárias dos jovens acusados financiassem a clonagem de Orelha, trazendo-o de volta como símbolo de reparação e responsabilidade.

  • Mais do que devolver fisicamente o animal, a clonagem teria um valor simbólico e pedagógico, mostrando que a ciência pode ser usada para corrigir, ainda que parcialmente, a barbárie humana.

 Novos desdobramentos

  • Pretinha, a cadelinha que vivia ao lado de Orelha na Praia Brava, foi hospitalizada em Florianópolis. Ela apresenta insuficiência renal crônica e hemoparasitose, com apenas 40% de chance de recuperação, segundo veterinários. O quadro é crítico e exige acompanhamento intensivo .

  • A cadela Pretinha e a falta  do amigo 


  • Enquanto isso, os adolescentes suspeitos de agredir Orelha estão em viagem de formatura à Disney, nos Estados Unidos. A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que haverá esquema especial de segurança no Aeroporto de Florianópolis para evitar protestos e possíveis atos de linchamento público durante o retorno dos jovens. A operação contará com apoio da Polícia Militar e do próprio aeroporto