O episódio
Na véspera de Natal de 2025, uma moradora de São Valentim, RS, de 54/55 anos, estacionou seu carro no aeroporto de Erechim aguardando a suposta chegada do ator Brad Pitt.
A Polícia do aeroporto abordou a situação, gravou a conversa e aconselhou a mulher a voltar para casa.
O vídeo viralizou nas redes sociais, gerando memes, críticas e comentários ofensivos.
A justificativa
Procurada por repórteres, a mulher afirmou que tudo não passou de uma brincadeira com o filho de 12 anos, durante um passeio sem destino.
Ela relatou estar psicologicamente abalada com a repercussão e disse que não autorizou a gravação divulgada.
O constrangimento aumentou porque ela é casada, e a narrativa de “noiva de Brad Pitt” foi explorada de forma sensacionalista.
Idade e preconceito
Nas redes sociais, muitos a chamaram de “velha” e insinuaram que caiu em golpe por ser idosa.
Fato: ela tem 55 anos, Brad Pitt tem 63. Ambos são relativamente novos.
A ideia de que apenas idosos são suscetíveis a golpes é equivocada. Jovens e adultos também caem em fraudes, fake news e ilusões amorosas.
A velhice, por outro lado, pode trazer experiência, mas não imunidade contra manipulações.
Vulnerabilidade emocional
Mais do que idade, o episódio revela carência afetiva e problemas pessoais que podem tornar alguém mais suscetível a acreditar em histórias improváveis.
Golpistas exploram justamente fragilidades emocionais, prometendo amor, atenção ou reconhecimento.
A mulher de Erechim não foi apenas alvo de um possível golpe, mas também de julgamento cruel da internet, que prefere rir e apontar falhas dos outros em vez de refletir sobre suas próprias vulnerabilidades.
Lições do caso
Todos, independentemente da idade, podem cair em golpes e fake news.
A internet amplifica o deboche e a exposição, sem se aprofundar nas histórias reais.
É preciso mais empatia e menos julgamento: o episódio mostra como a solidão e a busca por afeto podem levar pessoas a situações constrangedoras.
Golpes de “falso amor” e promessas irreais continuam sendo uma das fraudes mais comuns, explorando tanto jovens quanto adultos.
Conclusão
O caso da mulher de Erechim não é apenas uma anedota para memes. É um retrato de como fragilidade emocional, solidão e fake news podem se combinar para expor alguém ao ridículo público. Ela não é “uma velha ingênua”: é uma pessoa relativamente jovem, que viveu um momento de vulnerabilidade. A história deve servir de alerta — não para zombar, mas para lembrar que qualquer um pode ser vítima de manipulação quando a mentira é bem planejada.
