Indignação e revolta tomam conta do país após a prisão de três técnicos de enfermagem acusados de assassinar pacientes dentro da UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). O principal suspeito, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de apenas 24 anos, teria injetado detergente e medicamentos não prescritos em pessoas que estavam internadas em estado grave. Ao seu lado, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva teriam colaborado com os crimes.
Entre as vítimas confirmadas estão um servidor da Caesb, um funcionário dos Correios e uma professora aposentada. Pessoas que buscavam tratamento e cuidado acabaram encontrando a morte pelas mãos de quem deveria protegê-las.
Marcela Camilly Alves da Silva
A crueldade choca não apenas pela brutalidade, mas pela traição à confiança: profissionais de saúde, que carregam a missão de salvar vidas, transformaram-se em algozes. A polícia investiga se havia mais vítimas e quais motivações levaram a tamanha barbárie.
Este caso expõe uma ferida aberta no sistema de saúde: quem vigia os que deveriam cuidar? Como permitir que criminosos se escondam atrás de jalecos e crachás? O país exige respostas rápidas, punição exemplar e medidas urgentes para que jamais se repita tamanha atrocidade.
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo
OUTROS CASOS PARECIDOS JÁ ACONTECERAM NO BRASIL E MOSTRA QUE A FALTA DE PUNIÇÃO MÁXIMA COLABORA PARA QUE CASOS SINSTROS COMO ESTES SIGAM OCORRENDO
Rio de Janeiro – Caso do “Anjo da Morte” (anos 2000)
Suspeito: Um técnico de enfermagem do Hospital Pedro Ernesto.
Método: Aplicava doses excessivas de medicamentos em pacientes terminais.
Resultado: Foi indiciado por homicídio qualificado, mas parte dos casos não teve condenação firme por falta de provas diretas.
3. São Paulo – Caso de médico anestesista (2010s)
Suspeito: Médico acusado de aplicar doses letais de anestésicos em pacientes.
Método: Superdosagem durante procedimentos.
Resultado: Respondeu a processo criminal e ao Conselho Regional de Medicina; perdeu o registro profissional.
4. Paraná – Técnica de enfermagem (2017)
Suspeita: Técnica acusada de aplicar insulina em pacientes não diabéticos.
Método: Injeções sem prescrição.
Resultado: Foi presa e denunciada por tentativa de homicídio; caso ganhou repercussão nacional.
📊 Comparativo Brasil x Exterior
| País / Caso | Profissional | Método | Vítimas | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| Brasil (2025) | Técnicos de enfermagem | Detergente + remédios não prescritos | 3 confirmadas | Presos, investigação em curso |
| Brasil (2000s) | Técnico de enfermagem | Overdose de medicamentos | Várias suspeitas | Indiciado, sem condenação firme |
| EUA – Charles Cullen | Enfermeiro | Medicações letais | +40 | Condenado à prisão perpétua |
| Reino Unido – Harold Shipman | Médico | Morfina | +200 | Condenado, morreu na prisão |
Existem Pontos em comum nos casos no Brasil e no Exterior
Traição à confiança: profissionais de saúde usando o acesso privilegiado para matar.
Método silencioso: uso de substâncias médicas ou químicas difíceis de detectar.
| As vítimas João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos |
*Fontes: Metropoles, Veja, CNN Brasil, CBN *Imagens: Metropoles, *Material escrito com ajuda de IA