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A morte de Isabel Veloso: Gravidez perigosa, polêmicas e uma luta inspiradora

 Influenciadora de 19 anos expôs sua rotina de tratamento nas redes sociais, enfrentou suspeitas sobre sua doença e polêmicas envolvendo o pai. Sua trajetória, marcada por esperança e controvérsia, terminou em janeiro após complicações de um transplante de medula.

Uma história de luta e exposição





Isabel Veloso tinha apenas 15 anos quando recebeu o diagnóstico de linfoma de Hodgkin, um câncer no sistema linfático. Na época, os médicos lhe deram uma expectativa de vida de dois meses. Contra todas as previsões, ela sobreviveu por quatro anos e transformou sua batalha em conteúdo diário nas redes sociais, conquistando milhares de seguidores.

A jovem influenciadora compartilhava cada etapa do tratamento, desde sessões de quimioterapia até momentos de fé e esperança. Em maio de 2024, chegou a anunciar que o câncer estava em remissão: “O que mais me emociona nisso é que, se tudo der certo, eu vou poder ver meu filho crescer.”

Gravidez e desconfiança

Em dezembro de 2024, Isabel deu à luz Arthur, prematuro de 32 semanas. A gestação surpreendeu seguidores e levantou suspeitas sobre a veracidade de sua doença. Muitos questionaram como uma jovem em tratamento tão agressivo poderia engravidar. O fato, no entanto, agravou sua condição: o câncer já havia se espalhado para os pulmões, e a interrupção da quimioterapia para proteger o bebê acelerou a progressão da doença.

Polêmicas familiares

A trajetória de Isabel não foi marcada apenas pela luta contra o câncer. Seu pai, Joelson Veloso, foi acusado de comercializar supostos “remédios milagrosos” contra o câncer, sem comprovação científica, além de divulgar anúncios de produtos ilegais. As denúncias afastaram parte do público e chegaram a colocar em dúvida a credibilidade da família.

Em meio às polêmicas, o perfil de Isabel no Instagram chegou a ser suspenso, mas foi recuperado pouco depois. A jovem seguiu expondo sua rotina, mesmo diante das críticas e desconfianças.

O transplante e os últimos meses

Internada desde novembro de 2025, Isabel enfrentou complicações graves: excesso de magnésio no sangue, pneumonia severa e necessidade de intubação. Chegou a ser extubada em dezembro, mas seu quadro voltou a piorar.

O transplante de medula óssea foi realizado com a doação do pai, que tinha 50% de compatibilidade. Apesar da tentativa, o procedimento não teve sucesso. Em janeiro de 2026, o Hospital Erasto Gaertner confirmou a morte da jovem por complicações pós-transplante.

A despedida

A notícia foi dada pelo marido, Lucas Borba, em uma postagem no Instagram. Eles haviam se casado em 2024, quando Isabel já vivia sob a sombra da doença. Lucas, de 27 anos, acompanhou cada etapa da luta e agora se tornou responsável por cuidar do pequeno Arthur.

Isabel deixa uma história marcada por coragem, mas também por controvérsias. Sua vida expôs os dilemas da exposição digital: entre a inspiração e a desconfiança, entre o apoio e a crítica.

Reflexão

A morte de Isabel Veloso abre espaço para uma discussão maior: até que ponto a exposição da dor nas redes sociais pode se tornar combustível para polêmicas e desinformação? Sua trajetória mostra a força de uma jovem que desafiou diagnósticos, mas também revela os riscos de transformar a luta contra uma doença em espetáculo público.