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Na reunião ministerial em 22 de abril, divulgada nesta sexta-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que tentou trocar a “segurança” de sua família no Rio de Janeiro e, não tendo “conseguido”, estava disposto a trocar até um ministro para fazê-lo. O vídeo foi divulgado no inquérito que apura se o presidente tentou interferir politicamente na PF, conforme disse Moro ao pedir demissão, no final de abril. Em um dos trechos de maior importância para o inquérito sobre a ingerência de Bolsonaro na PF, o presidente afirma: ''A pessoa tem que entender. Se não quer entender, paciência, pô! E eu tenho o poder e vou interferir em todos os ministérios, sem exceção. Nos bancos eu falo com o Paulo Guedes, se tiver que interferir. Nunca tive problema com ele, zero problema com Paulo Guedes. Agora os demais, vou! Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações.” Durante a medonha reunião, o único que falou sobre a covid-19 foi o então ministro da saúde Nelson Teich . Coisa que deveria ser feito por todos ali presente edurante a maior parte darunião, é bom lembrar! Em entrevista a rádio Jovem Pan hoje,Bolsonaro disse irritado (como sempre) que “Um ministro do STF querendo o celular do presidente da República? Está de brincadeira. Nem devia ter encaminhado esse pedido para o procurador-geral. Seria sim criar uma crise institucional, a troco de quê? Qual o próximo passo? É dar uma canetada e falar que não sou mais presidente?”, disse ele sobre o pedido de apreensão do celular de Bolsonaro pelo ministro do STF, Celso de Mello. “Só se o presidente da República fosse um rato para entregar o telefone dele. Com todo o respeito ao STF, mas o sr. Celso de Mello lamentavelmente pecou. Eu vou fazer valer a posição do presidente da República. Jamais pegarão meu telefone.”