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O FIM da Editora Abril

 Antes da grande crise cambial de 1999, que resultou em um aumento brutal do endividamento da Folha e da Veja, da Folha devido aos investimentos em uma nova gráfica, da Abril, devido à erros na estratégicos no mercado de televisão como não querer usar a rede de cabo telefônico da época para a novata TVA e sim comprar uma cara rede de cabos para espalhar por várias cidades que demorou bastante para ficar pronto e quando começou a ficar invés de usar o sistema para fornecimento de internet banda larga antes de todo mundo e telefonia preferiram se associar a Telefônica e mais tarde vender toda a TVA. Quando trouxeram a DirecTV para o Brasil ( na sequência a Globo trouxe a SKY  que foi comprada mais tarde pela DirecTV) Ao trazer a DirecTV para o Brasil  e criar mais canais como ESPN, CNA (que nem chegou a entrar no ar) Bravo, CMT,EuroChannel,HBO,Playboy.. o endividamento no grupo aumentou pois tanto no cabo quanto no satélite o preço para o assinante era muito caro antes da popularização da TV por assinatura e assim haviam poucos clientes. A solução foi se associar a Disney e a AT&T Até em 1999 vender a DirecTV para a Disney de vez -depois foi comprada pela SKY já nas mãos da DirecTV Latin American . Os canais  fechados também foram vendidos EM 2000. A ESPN para German Emilio Hartenstein a CMT foi extinta no país , As demais foram vendidas para os donos no exterior. Já a MTV aberta em 1990 em UHF começou a passar maus momentos  após  ter saído da SKY  já que a Abril disse que só seguiriam transmitindo na SKY se ela a SKY aceitasse colocar no line-up os canais FizzTV e Ideal TV que a Abril tinha recém-criado,A SKY simplesmente disse: Então , a gente tira ! ( o sinal da MTV) e tirou! Retornando a transmitir duas semanas antes do fim da MTV Brasil depois que a operadora foi obrigada bem como toda operadora a incluir todos os canais  abertos em rede grandes    A rede de TV Abril foi vendida para o Grupo Spring e a marca MTV devolvida para a dona Viacom. isso em 2013 após a morte dono Roberto Civitta. Filho do criador ad Abril que faleceu em 1990.
Foi o último momento de brilho de Civita que deixou para os folhos  Giancarlo Francesco Civita, Roberta Anamaria Civita e Victor Civita Jr a tarefa de tentar em vão levantar o elefante branco abatido por ele mesmo.

O começo  da decadência ocorreu com o portal BOL. No início, houve uma disputa entre o modelo UOL e o modelo BOL. A BOL contava com as dezenas de revistas da Abril para fornecer conteúdo. A UOL corria atrás de parcerias de conteúdo.A UOL foi mais rápida inclusive na montagem da rede de Internet. Enquanto a BOL montava uma verdadeira central telefônica, a UOL saiu atrás de parcerias com os provedores que começavam a se espalhar pelo país.

A fusão foi fatal para a Abril, Os executivos especialistas em internet foram sendo demitidos e o grupo insistiu em investir no papel não em internet enquant Google e Facebook tomavam conta . Erro não cometido pela Globo com o G1, SBT com suas redes sociais e parceria com Netflix, Record com o seu R7 e assim por diante.  E a coisa ficou ainda mais barra pesada visto em conta que Comandou uma campanha de cartelização da mídia que promoveu os momentos mais execráveis da história da imprensa brasileira, um jorrar  raiva nas publicações sobretudo na revista Veja e as Vejas locais que tirou grande parte da credibilidade da mídia.

E foi além. Para tentar sustentar as tabelas de publicidade da Veja, há indícios de que fez algo sujo: a distribuição indiscriminada da revista, a manutenção de assinaturas vencidas, para iludir o Instituto Verificador de Circulação (IVC) sobre a tiragem paga.

De nada adiantou. As tabelas caíram pela crise e pela competição dos novos veículos que surgiam, basicamente o Google e o Facebook. Quando ostentava ainda a tiragem de 1,2 milhão, o mercado já trabalhava com uma tiragem real de 800 mil.

Ao mesmo tempo, a falta de limites editoriais, o jornalismo baixo praticado no período foi afastando os melhores leitores, derrubando as vendas e aumentando os custos de turbinar a tiragem.  A primeira experiência do jornalismo de ódio foi na campanha do desarmamento. A partir dali, Veja passou a trabalhar um jornalismo de ódio poucas vezes visto na história de qualquer nação civilizada.E, por trás do estilo, passou a se valer da política para tentar afastar concorrentes do mercado de cursos apostilados e livros didáticos, vender capas ao Banco Opportunity e para a indústria farmacêutica.Seguindo a estratégia politiqueira de direita do grupo entrou no mercado de educação, valendo-se do discurso  da Veja para ameaçar autoridades e conquistar favores. De José Serra, conseguiu assinaturas de todo tipo, adquiridas pela Secretaria da Educação, da revista Abril a gibis. Enquanto isto, colocava exército de vendedores para abordarem prefeituras e escolas públicas para que adotassem seus cursos e seus livros didáticos.Quando o Ministro da Educação do PT, Tarso Genro decidiu adotar a isonomia na compra de livros didáticos, oferecendo à rede escolar a relação dos livros adquiridos pelo MEC, Roberto Civita chegou a ameaça-lo com uma capa de Veja. O corpo de funcionários, antes orgulhosos do profissionalismo com que eram tratados e, principalmente, da imagem da Abril junto à opinião pública, perdeu o brilho. O espaço foi ocupado por jornalistas e influenciadores digitais especializados em disseminar o ódio e os baixos instintos. Era o previsível fim da Editora que já tinha anunciado deixar de publicar depois de 68 anos desde a sua fundação as revistas em quadrinhos da Disney. Disney que ajudou a a fundar a editora do judeu  italo-americano Vitor Civita. A Editora deve extinguir  todas as suas revistas a partir de agosto ficando apenas Veja , Exame e Claúdia. Chega ao fim inclusive a clássica Superinteressante cuja marca deve ser enviada de volta a editora espanhola J+G. Em uma tentativa desesperada de não fechar agora já que sua divida é muito maior que seu patrimônio e uma auditoria já revelou que o pior acontecerá (e já está acontecendo) e a família já se retirou da administração e já está a caminho da terra natal , os Estados Unidos.